Para supostos actores

Nós, artistas de palco, sofremos pela perfeição e ainda passamos fome porque infelizmente, a Industria Cinematográfica Portuguesa ainda não está suficientemente desenvolvida para nos sustentar a todos, e muitos jovens desistem da idéia por essa mesma razão.
Se tivesses um escritório e um emprego garantido como dentista, colocarias em causa a tua paixão pelo teatro ou pelo cinema? No fundo é tudo uma questão de valores, mas será mesmo insensato escolher uma profissão cujo futuro é completamente imprevisível? Será mesmo errado atirarmo-nos de corpo e alma a algo tão apaixonante e ainda com tão pouca forma e valor? (sim, porque qualquer pessoa que entra nos “Morangos Com Açúcar” pode denominar-se, desde o momento, actor ou actriz)
A resposta é diferente em todos os casos, e quem sou eu para julgar-vos? Até mesmo a pessoa mais bondosa e humilde do mundo (se é que ela ainda exista) já teve as suas dúvidas. Ao mesmo tempo que ser dentista nos oferece uma vida cheia de luxo e futilidades (presumivelmente), ser actor pode ser igualmente gratificante. Um Doutor não precisa de encarnar múltiplas personagens, nem de saber utilizar o corpo e a voz a seu proveito, nem recebe aplausos quando trata de cáries, e com certeza que não passa por casting atrás de casting a lutar contra uma grande quantidade de concorrência, à espera que o reconheçam pelo seu talento.
Atenção! Não estou a desvalorizar o esforço e o trabalho de ninguém! Aliás, dentistas ou não, o cargo que ocupam é tão importante como o de um varredor de rua. Precisamos de dentistas para tratarem da nossa aparência tal como precisamos de varredores de rua para manter a nossa cidade limpa e bem vista. Todos os empregos dão o seu contributo à sociedade e é essa a razão da sua existência se não estou enganada.
Mas não vamos dispersar: se optaste por ser fiel aos teus objectivos, vamos dar-te uma mãozinha e dizer-te quais as universidades que deverás recorrer se realmente quiseres seguir este rumo. Porque quanto maior for o teu currículo, mais hipóteses tens de ganhar, e isto aplica-se a qualquer caso, por isso, para além de estudar muito, uma actriz deve também viajar imenso, principalmente por Inglaterra e pela América fora.
·         ATC – Escola de actores - www.act-escolaactores.com
·         Escola Profissional de Teatro de Cascais - www.eptc.com
·         Escola Superior Artística do Porto - www.esap.pt
·         Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa - www.estc.ipl.pt
·         Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto - www.esmae-ipp.pt
·         Instituto de Formação, Investigação, e Criação Teatral - www.ifict.org
·         Universidade de Évora (Licenciatura em Teatro) – www.uevora.pt
Desejamos-te imensa sorte porque o caminho é turvo e difícil, mas com dedicação e trabalho tudo é possível. E não te esqueças de ter uns dentes suficientemente bem cuidados porque a aparência também conta!
Juliana B.

"O Turista"





O filme “O Turista” de suspense, de Florian Henckel von Donnersmarck, tem como, grande elenco principal Angelina Jolie,Johnny Depp, Paul Bettany, Steven Berkoff, Timothy Dalton, entre outros.
Este filme foi realizado em Paris e em Veneza, mas sobretudo na cidade Italiana, onde mostra a espectacular paisagem desta cidade e nos leva a conhecer um pouco mais.
O filme retrata-nos uma história superior a todas as histórias de filmes de suspense que vi anteriormente. Começa por nos mostrar os passos de Elise Clifton-Ward (Angelina Jolie), que é acompanhada por uma equipa de Policia. O motivo de Elise Clifton-Ward ser seguida foi por ter vivido com Alexander Pearce que é seguido pela policia por dever uma enorme quantia de dinheiro devido aos impostos. Ninguem sabe como Alexander Pearce é, devido a sua vida de fugitivo, fez várias operações plásticas. Ele envia uma carta a Elise, onde lhe diz para ir ter com ele a Veneza e, que no caminho, procure alguém parecido físicamente com ele, para enganar a polícia. Elise segue as ordens a 100% e,  no Metro a caminho da cidade italiana, foi de encontro com um professor de matemática Frank Tupelo (Johnny Depp), que viaja sozinho. Ele fica atraído por Elise e aceita o convite de  ir até ao hotel dela. Só que logo Frank se torna alvo de Reginald Shaw (Steven Berkoff), um poderoso gângster que andava atrás de Pearce.
Uma verdadeira história com um final inesperado e chocante que causa tanto impacto como o Estranho Caso de Benjamin Button. É definitivamente o melhor filme para ver sexta à noite com a família.
Filipa A.

Sempre ao Seu Lado (Hachiko: A dog's story)


Lasse Hallström recebeu imensos elogios e aplausos com a  sua nova produção: "Hachiko: A dog´s story". Uma história baseada em factos verídicos que ocorreram no Japão da década de 1920, sobre um cão da raça Akita nascido na cidade de Odate, na Prefeitura de Akita, que é recordado carinhosamente pela sua lealdade pelo dono, que perdurou mesmo após sua morte.
Esse cão, com o nome de Hachiko, foi encontrado pelo professor Parker, interpretado pelo actor Richard Gere, na estacão de comboios quando este se encontrava perdido. Sendo uma cria sem lar, é levado para casa do professor, que toma conta dele ao longo dos anos, e Hachiko cresce fiel e feliz, tanto que adquire o hábito de esperar a chegada do dono à estação de comboios diariamente. Passado algum tempo, algo acontece a Parker, e Hachiko vai, como de costume, busca-lo à estação dos comboios às cinco horas em ponto, porém, a sua espera prolonga-se por demasiado tempo, e apesar da ausência do professor, Hachiko continua a aparecer à estação, na esperança de encontrar o seu amigo. 
Este filme mostra a incrível lealdade que um animal pode ter pelo seu dono, e a forma como os animais demonstram o seu afecto. É com certeza um filme emocionante, porque apesar de tudo Hachiko continua à espera do seu dono, e a própria comunidade reconhece o esforço deste cão, e tenta aliviar o espaço vazio deixado no seu  coração.
Se procuram um filme que vos faça soltar algumas lágrimas, este é o ideal.

 Filipa A.

Festival de Cinema: Angel Film Awards – Monte Carlo

Festivais de Cinema como os Emmy’s, os Óscares, o festival de cinema de Cannes ou de Veneza, premeiam em todo o mundo artistas e filmes, o universo, não só diante das câmaras mas também os bastidores das grandes películas. O que te apresentamos hoje é o Angel Film Awards de Monte Carlo, um festival internacional de cinema no Mónaco.
O que o distingue das outras festividades do mesmo género é a celebração, para além dos filmes, do amor e da paz. Já reconheceu dezenas de individualidades desde a sua criação em 2003, permitindo-lhes uma integração em espectáculos de um nível superior e um maior número de trabalhos. As suas festas pós-festival são mundialmente conhecidas devido ao seu glamour e prestígio e o seu tapete vermelho está sempre repleto de deslumbrantes celebridades e de media que transmite todos os pormenores para o planeta inteiro.
Juntem-se nos próximos dias, de 2 a 5 de Dezembro, ao apelativo e mais elegante festival independente do circuito, com pessoas internacionalmente famosas, para um único e dinâmico espectáculo que este ano se orgulha de apresentar curtas-metragens em 2D contra a violência.

Catarina P.
Máscaras
Com as máscaras mudamos de personalidade e somos capazes de enfrentar tudo e todos. Algo que pudesse servir de escudo invisível viria mesmo a calhar em cercas situações constrangedoras. No entanto, não são sempre imaginárias, as máscaras são também objectos reais e palpáveis desde a mais antiga época da história da humanidade.
Pré-História
O mais antigo registo do uso da máscara, que nós saibamos, foi deixado nas paredes da caverna de Lascaux na França mostrando caçadores mascarados com cabeças de animais. Nessa altura, usar máscaras de animais era uma forma de adquirir as forças desses e garantir o sucesso da caça.  
Egipto
No Egipto, faziam-se máscaras para colocar no rosto dos mortos e auxiliar-lhes na passagem para a vida eterna, que eles acreditavam existir. Eram também usadas para propiciar a cura de doenças e evitar o perigo de acidentes.
Grécia e Roma
O uso das máscaras também teve a função protectora nalgumas civilizações, como grega e romana. Entre os anos de 700 e 675 a.C., o exército grego estava bem equipado com capacetes que eram na verdade,  máscaras protectoras. O exército também as utilizava em desfiles, e nesses, exibiam máscaras personalizadas.

Teatro
Os gregos foram os primeiros a usá-las no teatro. Elas identificavam as personagens em cena, definindo o seu carácter e sentimentos. Habitualmente apresentavam um carácter divino, talvez um herói, um rei ou um deus.
 Não buscavam só a aparência e a expressividade, mas também o recurso técnico de ampliar a voz do actor como se fosse um megafone, para que se pudesse fazer ouvir por todo anfiteatro. Isto tudo era possível graças a uma abertura exagerada dos lábios da máscara ou com a colocação de lâminas de metal no seu interior, próximo da boca.
Hoje em dia continuamos a usar máscaras, ainda que sejam mais de carácter cómico ou teatral. Enfim, máscaras de plástico ou invisíveis são sempre uma opção para o dia das bruxas, um grupo de dança, ou para jovens tímidos.